05/09/2018 às 13:26 - Atualizado em 05/09/2018 às 13:26

Renan Filho atende convite do setor produtivo e apresenta plano de governo

A convite do setor produtivo do Estado de Alagoas, uma iniciativa da Federação das Indústrias (FIEA), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio AL) e da Federação da Agricultura (Faeal), o candidato à reeleição, Renan Filho (MDB), apresentou o seu plano de governo hoje (04), no auditório da Casa da Indústria. O candidato fez um balanço da sua gestão, apresentou números dos avanços alcançados em seu governo e citou as propostas futuras, caso seja reeleito. Ontem (03), o setor produtivo ouviu o candidato Fernando Collor.

Em relação ao comércio, o presidente do Sincadeal, Valdomiro Feitosa, questionou como Renan Filho pode estabelecer uma política tributária que estimule o crescimento econômico. Segundo o candidato à reeleição, o resultado fiscal do Estado não é produto de um tratamento diferente tributário às empresas, ao contrários dos outros estados. “Tudo que fizemos aqui, os outros estados fizeram. Houve aumento do Fecoep, mas os outros estados aumentaram de 17%, o ICMS geral, para 18%. Eu não quis aumentar o ICMS porque vai para o bolo geral”, afirmou.

De acordo com ele, o atual governo colocou o Fecoep no recurso porque se transforma em investimento. Assim, o recurso não pode ser utilizado para pagar folha, comprar combustível, entre outros. Ele explicou que o Fecoep está se transformando na rede Acolhe Alagoas (que acolhe dependentes químicos de famílias carentes), programa do leite, entre outros investimentos. “O Fecoep está se transformando no maior volume de construção e investimento em saúde pública. E isso aumentou a capacidade de investimento do Estado. Agora qual é o modelo quando o Brasil voltar a crescer? Estimular a iniciativa privada”, explicou.

Segundo o candidato à reeleição, se o Estado tiver espaço fiscal, honrar os compromissos, isso é o ideal. “E, quando fazemos isso, a arrecadação aumenta. Antes a nossa arrecadação era zero. A nossa lei de atacadista no Brasil é a que menos cobra imposto”, disse. Segundo ele, o segmento atacadista de Alagoas foi o que mais cresceu no Brasil. “Então, quando se fala de carga tributária de maneira geral é preciso lembrar que desoneramos a cadeia produtiva da carne, da cerâmica vermelha, do leite, do frango, do setor atacadista. Criamos a melhor lei de incentivos a centro de distribuição que permitiu o crescimento de estabelecimentos como Unicompra e Carajás”, ressaltou.

Conforme Renan, todos os estados implantaram o Fefal trazendo uma parcela do incentivo fiscal para criar uma capacidade de investimento. “O nosso aqui é dos melhores do Brasil. O nosso modelo garante sempre condições de sobrevivência, competição regional e avanço para a indústria local”, assegurou.

O presidente do Sincofarma, José Antonio Vieira, perguntou sobre o que é possível fazer para contribuir com a geração de emprego. Renan Filho respondeu que Alagoas tem um desemprego estrutural decorrente do passivo educacional, mas o setor de comércio e serviços é, sem dúvida, um dos principais geradores de emprego do Estado. Para ele, a geração de emprego precisa ter o país crescendo. “Se não, não anda. Pernambuco teve um crescimento brutal no desemprego. O nosso PIB cresceu 2.92%, o PIB não cresce sem emprego. Para ampliar a produção, precisa gerar emprego e a gente tem que ver o Brasil voltar a crescer. Na crise, mantivemos Alagoas com cabeça erguida e tivemos o sucesso possível. Agora, quando o Brasil voltar a crescer, encontrará, sem dúvida, Alagoas mais preparada para avançar mais rápido em todas as áreas. Isso vai ativar a roda de geração de emprego”, comentou.

Na oportunidade, Renan afirmou ainda que Alagoas não tem carga tributária diferente de outros estados. De acordo com ele, o que permite Alagoas ter investimento hoje é a contenção de despesa. Ele disse que com esse déficit afasta o investimento público e tira a confiança do setor privado e ressaltou que o Estado está conectado com as tendências necessárias.

Durante o momento, foram abordados temas de interesse dos três setores produtivos de Alagoas. Sobre a agricultura, por exemplo, Renan Filho afirmou que o Programa do Leite só foi mantido porque o Estado teve dinheiro. “A proposta inicial foi que o governo federal custeasse 80% e o governo do Estado 20%. Esse percentual mudou e o governo do Estado ficou com a obrigação de 70% e 30% o Governo Federal. A união detém 60% dos recursos e os estados 15%”, comentou.

Sobre os três anos e oito meses de administração, Renan Filho lembrou que em determinados momentos ficou difícil até pagar fornecedores e os servidores. Ele disse que no passado não havia transparência por parte do Governo do Estado. Alagoas ocupava a colocação em 25º lugar no ranking dos estados transparentes. Hoje, é o 1º estado nesse quesito.

Além dos representantes diretor do setor produtivo, o presidente da Fiea, José Carlos Lyra, da Fecomércio, Wilton Malta, e da Faeal, Álvaro Almeida, a apresentação do plano de governo foi prestigiada por diversos empresários. Marcaram presença os presidentes do Sindilojas União, Adeildo Sotero, Sindilojas Penedo, Ana Luiza Soares, Sincadeal, Valdomiro Feitosa, Sirecom, Arthur Guillou, Sincofarma, José Antonio Vieira, o diretor regional do Sesc, Willys Albuquerque, e a diretora regional do Senac, Telma Ribeiro.

Renan Filho agradeceu a todo o setor produtivo do Estado e afirmou se sentir seguro com os representantes do segmento e com todos aqueles que empreendem no Estado. “Temos um diálogo franco. Temos uma relação aberta e vamos, sem dúvida, a diante porque no início foi lido aqui que no presente vamos fazer as escolhas para o futuro”, ressaltou.

 

 

 

 

 

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